Performance de MS na gestão da Reserva da Biosfera do Pantanal é destacada em Brasília

Campo Grande (MS) – Simpósio realizado em Brasília na sexta-feira (22), em parceira da Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Cidadania e a Cultura) com o Ministério do Meio Ambiente, avaliou a situação das sete Reservas da Biosfera localizadas no Brasil, entre elas o Pantanal de Mato Grosso e do Mato Grosso do Sul, que mereceu destaque pelas ações já desenvolvidas. O gerente de Unidades de Conservação do Imasul (Instituto do Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul), Leonardo Tostes Palma, participou do evento representando a Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar (Semagro) e comemorou a performance de Mato Grosso do Sul.

“Para nossa alegria, ficou evidente que estamos com uma boa gestão na Reserva da Biosfera do Pantanal. Demos passos importantes, como a posse dos conselheiros dos comitês estaduais de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul; já temos um planejamento de ações e medidas consolidadas”, afirmou Palma.

O Comitê Estadual que garantiu manutenção do status de Reserva da Biosfera foi instituído pela Semagro e os membros foram empossados em solenidade no auditório do Imasul no dia 31 de agosto. O ato garante o título ao Pantanal de Reserva da Biosfera, que estava ameaçado exatamente pela falta dessa estruturação. O comitê se constitui em “mais uma instância de governança para debater o desenvolvimento sustentável do Pantanal”, afirmou o secretário adjunto da Semagro, Ricardo Senna, que preside o colegiado.

O comitê é formado por 25 pessoas, sendo nove representantes da sociedade civil, oito do governo e oito do setor econômico. Cabe a esse colegiado coordenar, aprovar as diretrizes e normas, enfim, gerir com base nos marcos regulatórios vigentes a Reserva da Biosfera Pantanal.

O Simpósio em Brasília se estendeu por toda a manhã da sexta-feira e além da apresentação sobre a situação do Pantanal, foram mostrados os planos das outras Reservas da Biosfera existentes no Brasil: Caatinga, Amazônia Central, Serra do Espinhaço, Mata Atlântica, Cerrado e Cinturão Verde de São Paulo.

“Em suma foi um evento muito interessante para troca de experiência, estiveram presentes todos os presidente de conselhos deliberativos, e tivemos a satisfação de ver que é bastante reconhecido o esforço do governo do Estado na efetivação da Reserva do Pantanal”, resumiu Palma.

A mensagem que o evento transmite é a necessidade de se ver a reserva da biosfera como um espaço “em que todos os setores estejam juntos para dialogar, desde representantes do agronegócio, indústria, meio ambiente, governo, todos com direito a voz e manifestar a sua preocupação com uma sociedade mais responsável e sustentável, capaz de trazer melhoria de qualidade de vida a todas as pessoas”.