Governo MS Transparência Denuncia Anônima
Governo de MS
Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul
Governo de MS
  • Início
  • Institucional
    • CONTATOS
    • O IMASUL
    • PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO
    • INFORMAÇÕES GERAIS
    • DIRETOR-PRESIDENTE
    • UNIDADES REGIONAIS
  • Setores
    • DIRETORIA DA PRESIDÊNCIA
    • PROCURADORIA JURÍDICA
    • ASSESSORIA DE ASSUNTOS INSTITUCIONAIS
    • DIRETORIA DE DESENVOLVIMENTO
      • Gerência de Desenvolvimento e Modernização
      • Gerência de Unidades de Conservação
      • Gerência de Recursos Pesqueiros e Fauna
    • DIRETORIA DE LICENCIAMENTO
      • Gerência de Controle e Fiscalização
      • Gerência de Licenciamento
      • Gerência de Recursos Hídricos
      • Gerência de Recursos Florestais
    • GERÊNCIA DE ADMINISTRAÇÃO E FINANÇAS
    • GERÊNCIA DA CENTRAL DE ATENDIMENTO
    • UNIDADES REGIONAIS
    • ASSESSORIA DE ASSUNTOS AMBIENTAIS
  • Legislação
    • LEIS
    • DECRETOS
    • RESOLUÇÕES
    • PORTARIAS
    • INSTRUÇÕES NORMATIVAS
    • EDITAIS
    • DELIBERAÇÕES CECA
  • Conselhos e Comitês
    • CERH/MS
    • CECA
    • CIEA
    • COMITÊS DE BACIAS HIDROGRÁFICAS (CBH)
  • CARTA DE SERVIÇOS
‹ Voltar

CETAS de Três Lagoas registra atendimento a quase 200 animais silvestres em quatro meses e reforça importância da proteção da fauna

  • 14 abr 2026
  • Categorias:Geral
  • Compartilhar:

O Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul) vem fortalecendo as ações de proteção e conservação da fauna silvestre por meio do Centro de Triagem de Animais Silvestres (CETAS) de Três Lagoas. Entre dezembro de 2025 e março de 2026, a unidade realizou o atendimento de 182 animais, número que reforça a relevância da estrutura para o resgate, triagem, reabilitação e destinação adequada de espécies da fauna regional.

De acordo com o levantamento técnico, em dezembro de 2025 foram recebidos 23 animais, sendo 19 aves, três répteis e um mamífero. Em janeiro de 2026, foram atendidos 70 animais, com predominância de aves (58) e 12 répteis. Em fevereiro, a unidade recebeu 64 animais, sendo 51 aves, 10 répteis e três mamíferos. Já em março, até o fechamento do relatório, foram contabilizados 25 animais, dos quais 24 aves e um mamífero.

Os dados mostram que as aves representam a maior parte dos atendimentos realizados pelo CETAS, situação geralmente associada a resgates em áreas urbanas, colisões, quedas de ninhos, além de apreensões relacionadas ao tráfico de animais silvestres. Também são comuns casos de animais feridos em rodovias ou vítimas da perda de habitat natural.

Atendimento em crescimento e resposta mais rápida

O diretor-presidente do Imasul, André Borges, destaca que a estrutura do CETAS representa um importante avanço na política ambiental do Estado, especialmente na proteção da biodiversidade.

“O CETAS desempenha um papel estratégico na proteção da fauna silvestre, permitindo um atendimento técnico mais rápido e adequado aos animais resgatados. Cada animal passa por avaliação especializada, tratamento e, sempre que possível, é devolvido à natureza. Isso demonstra o compromisso do Imasul com a preservação da biodiversidade e com a gestão responsável dos nossos recursos naturais”, afirmou.

O biólogo responsável pelo CETAS, Hugo Nogueira, explica que, mesmo com poucos meses de funcionamento, já é possível observar um crescimento significativo na demanda por atendimentos.

“Como o CETAS foi inaugurado há cerca de quatro meses, já conseguimos ter uma previsão mais concreta sobre o volume de atendimentos. Ainda prevalecem os casos envolvendo aves, principalmente filhotes. São situações comuns, como quando caem do ninho, são atacados por outros animais, como cães, ou sofrem algum tipo de lesão”, destacou.

Segundo ele, os números apresentaram aumento desde a inauguração, com destaque para o período entre outubro e dezembro, quando ocorre o pico reprodutivo de diversas espécies.

“Tivemos um pico entre outubro, novembro e dezembro, que coincide com o período reprodutivo. Agora, a tendência é uma leve queda, especialmente no atendimento de aves, já que estamos saindo desse período de maior incidência de filhotes. Entre março e abril, já é esperado um recuo nesses números”, explicou.

Apesar dessa tendência de redução sazonal, Hugo reforça que o volume de atendimentos já surpreende.

“Nos primeiros meses de funcionamento, o CETAS praticamente já alcançou ou até superou o volume de atendimentos que a PMA realizava em um semestre”, afirmou.

Impacto direto na sobrevivência dos animais

Para o biólogo, os números refletem principalmente a importância do atendimento imediato aos animais resgatados.

“Eles representam a demanda por primeiros socorros. Muitos desses animais chegam feridos, passam por tratamento e, quando possível, são reintroduzidos na natureza. Outros precisam de um período maior de reabilitação, e há casos em que não conseguem retornar à vida selvagem”, pontuou.

Ele ressalta que a principal contribuição do CETAS está na agilidade do atendimento, fator determinante para a sobrevivência dos animais.

“A grande importância do CETAS está justamente na rapidez. Antes, o animal muitas vezes precisava ser encaminhado para outros locais, o que aumentava o tempo de resposta. Agora, com o atendimento imediato, aumentam significativamente as chances de recuperação e sobrevivência desses animais”, completou.

Integração fortalece atendimento à fauna

A gestora do Centro de Reabilitação de Animais Silvestres (CRAS), Aline Duarte, ressalta que o número de atendimentos também reflete o aumento da conscientização da população.

“Muitos animais chegam por meio de resgates realizados por órgãos ambientais, forças de segurança ou pela própria população. Isso mostra uma evolução na conscientização ambiental, pois as pessoas estão entendendo que animal silvestre não é pet e que o lugar deles é na natureza”, explicou.

Segundo ela, o atendimento envolve etapas como identificação da espécie, avaliação clínica, quarentena, reabilitação e definição da destinação adequada. Dependendo das condições, o animal pode ser devolvido à natureza, encaminhado para mantenedores autorizados ou transferido para o CRAS, em Campo Grande.

A criação do CETAS também contribuiu para descentralizar os atendimentos antes concentrados na Capital, reduzindo o tempo de resposta e o estresse dos animais durante o transporte.

Estrutura inédita e investimento

O CETAS de Três Lagoas é a primeira unidade desse tipo na região e resulta de mais de uma década de estudos ambientais e articulação entre poder público e iniciativa privada. A unidade atende uma área estratégica do ponto de vista ambiental, com presença de vegetação nativa e importantes corredores ecológicos.

O investimento total na implantação foi de aproximadamente R$ 1,7 milhão, com recursos de empresas parceiras. O Imasul contribuiu com equipamentos, mobiliário e estrutura operacional, garantindo o pleno funcionamento do centro.

Conservação e conscientização

O trabalho do CETAS e do CRAS integra a política ambiental de Mato Grosso do Sul voltada à conservação da fauna, combate aos crimes ambientais e promoção da educação ambiental.

O Imasul reforça que manter animais silvestres em cativeiro sem autorização é crime ambiental. Em casos de resgate ou identificação de animais feridos, a orientação é acionar os órgãos competentes, evitando o manejo inadequado.

Com a atuação do CETAS de Três Lagoas, o Estado fortalece a rede de proteção à fauna silvestre, ampliando a capacidade de atendimento, reduzindo o tempo de resposta e aumentando as chances de reabilitação e retorno dos animais ao seu habitat natural.

 

LGPD
Fala Servidor
Acessibilidade

Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul

Rua Desembargador Leão Neto do Carmo, s/nº, Quadra 3, Setor 3 - Jardim Veraneio - Campo Grande/MS - CEP 79037-100

MAPA

SETDIG | Secretaria-Executiva de Transformação Digital