Equipe do Imasul realiza minicurso sobre atendimento emergencial e reabilitação de fauna silvestre

  • Publicado em 29 maio 2026 • por Gustavo De Araújo Escobar •

  • A equipe técnica do Centro de Reabilitação de Animais Silvestres (CRAS), unidade vinculada ao Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul), realizou o “Minicurso AZAB – Noções Práticas de Atendimento Emergencial e Reabilitação à Fauna Silvestre”, capacitação voltada ao aperfeiçoamento técnico no manejo, contenção, triagem e reabilitação de animais silvestres atendidos diariamente pela instituição.

    Com carga horária total de 12 horas, distribuídas ao longo de três dias, o curso reuniu 25 participantes e teve como objetivo capacitar profissionais para compreender e executar procedimentos básicos de atendimento emergencial à fauna silvestre, incluindo técnicas de contenção física e noções de contenção química, além de protocolos de triagem, estabilização e reabilitação utilizados na rotina do CRAS.

    Durante o primeiro dia, os participantes acompanharam conteúdos teóricos relacionados ao atendimento de fauna silvestre, fluxo de entrada de animais no CRAS e principais causas de admissão, como atropelamentos, tráfico de animais e interações com humanos. A programação também abordou biossegurança, ética profissional, utilização de equipamentos de proteção individual (EPIs), riscos zoonóticos e medidas de segurança para equipe e animais.

    As atividades foram conduzidas pelas profissionais Aline Duarte e Jordana Toqueto, que apresentaram conceitos sobre contenção física e contenção química, protocolos de triagem e estabilização, princípios básicos de anestesia em fauna silvestre, equipamentos utilizados e noções sobre fármacos empregados em situações específicas.

    Na parte prática, os participantes realizaram visita técnica aos recintos do CRAS, acompanhando de perto os procedimentos adotados na rotina da unidade. As atividades foram conduzidas por Jordana Toqueto e Allyson Favero.

    O segundo dia foi inteiramente dedicado às atividades práticas, com demonstrações de equipamentos utilizados em contenção química, incluindo zarabatana, rifle de dardos em simulação e diferentes tipos de dardos. Os participantes também tiveram contato com noções de montagem dos equipamentos, componentes dos dardos, sistemas de pressão e cuidados necessários durante o preparo e utilização.

    Outro destaque da programação foi a simulação de tomada de decisão sobre o uso de contenção física ou química, atividade que permitiu aos participantes compreender os critérios técnicos e os cuidados envolvidos em cada situação.

    Encerrando a capacitação, o terceiro dia abordou as etapas de reabilitação dos animais silvestres, incluindo recuperação clínica, reabilitação comportamental, manejo alimentar, dietas específicas, enriquecimento ambiental e critérios técnicos para soltura ou destinação final dos animais.

    A programação contou ainda com discussões sobre aspectos éticos e legais relacionados à eutanásia, além de atividades práticas envolvendo montagem de recintos, simulação de ambientes de reabilitação e estudos de caso completos, acompanhando todo o fluxo de atendimento, desde a estabilização até a recuperação e destinação dos animais.

    A gestora do CRAS, Aline Duarte, destacou que a capacitação contínua é fundamental para fortalecer o atendimento realizado pela equipe técnica.

    “O trabalho com fauna silvestre exige atualização constante, tanto em relação às técnicas quanto aos protocolos de segurança. Esse minicurso contribui diretamente para aprimorar o atendimento prestado aos animais que chegam ao CRAS em situações de vulnerabilidade”, afirmou.

    A médica veterinária Jordana Toqueto ressaltou a importância das atividades práticas no processo de formação dos participantes.

    “As simulações e demonstrações permitem que os profissionais compreendam, na prática, como agir em diferentes situações de contenção e estabilização, sempre priorizando a segurança da equipe e o bem-estar animal”, explicou.

    O biólogo Allyson Favero também destacou a importância da integração entre teoria e prática durante a capacitação.

    “O contato direto com os recintos e com as rotinas do CRAS proporciona aos participantes uma visão mais ampla sobre os desafios do atendimento à fauna silvestre. Essa troca de conhecimento fortalece o trabalho em equipe e contribui para respostas mais eficientes no manejo e recuperação dos animais”, ressaltou.

    O minicurso fortalece o trabalho técnico desenvolvido pelo Imasul e pelo CRAS, contribuindo para a qualificação das equipes e para o aprimoramento das ações voltadas à proteção, recuperação e conservação da fauna silvestre em Mato Grosso do Sul.

     

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