Parque Estadual do Prosa – PEP

Legislação do parque

Decretos

21-05-2002

Ato de Criação

Decreto nº 10.783/2002

Acessar

Lei

28-07-2008

Ato de Criação

Lei nº 3.550/2008

Acessar

Portaria

27-12-2011

Publicação do Plano de Manejo

Portaria IMASUL nº 184/2011

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Portaria

12-07-2022

Revisão do Plano de Manejo

Portaria IMASUL nº 1.112/2022

Acessar

Decretos

31-03-2026

Zona de Amortecimento

Decreto nº 16.757/2026

Acessar

Visitação

Obrigatório agendamento prévio!

Os interessados devem entrar em contato por meio de:

E-mail: parqueprosa@imasul.ms.gov.br

Whatsapp: (67) 99173-1948

Telefone: (67) 3941-0059

Sobre

Dentro da área do Parque Estadual do Prosa funciona o Centro de Reabilitação de Animais Silvestres – CRAS. O qual é acessado pela Rua Lima Félix nº 155. O CRAS foi criado em julho de 1987 com o intuito de recepcionar, triar e destinar os animais silvestres apreendidos em operações de combate ao tráfico, os atropelados nas rodovias estaduais, bem como os entregues voluntariamente pela população. Foi um dos primeiros Centros de Triagem de Animais Silvestres criados no Brasil.

Em 14 de setembro de 2023 foi inaugurado, no CRAS, o Hospital de Animais Silvestres – Ayty. Vinculado ao Imasul, o Hospital recebeu este nome inspirado na língua Tupi-Guarani, significando “cuidado” e “acolhimento”. Desde sua criação, a estrutura se consolidou como o maior e mais moderno centro de reabilitação de animais silvestres das Américas.

Durante o período de 2002 a 2017 a visitação ao CRAS foi inserida no roteiro das trilhas interpretativas do Parque Estadual do Prosa, com o objetivo de sensibilizar as pessoas em relação ao tráfico, crimes e maus tratos aos animais silvestres. Durante esse período o Prosa recebeu anualmente em média 7.000,00 visitantes, em trilhas guiadas por Guardas Parques, beneficiários do Programa Vale Universidade e por estagiários de universidades locais. Os grupos de visitantes eram constituídos por alunos do ensino formal, grupos familiares de Campo Grande e turistas vindos de todo o Brasil e diversos países. No final de 2017 a visitação no CRAS foi cancelada, atualmente as visitas ocorrem somente nas trilhas do Parque.

Atividades de Reabilitação e destinação dos Animais

Recepção

Os animais encaminhados ao centro geralmente são oriundos de apreensões realizadas pela Polícia Militar Ambiental; apreensões realizadas pelo IBAMA / MS ou doações por particulares.

Quarentena e Acondicionamento

A quarentena consiste no isolamento do animal para observações mais detalhadas, visando evitar qualquer contaminação nos recintos. O período de quarentena é variado, não devendo ser inferior a 7 dias. Nesse período o animal é marcado, sexado e vermifugado.

Acompanhamento Nutricional, Sanitário e Comportamental

Após a quarentena o animal é alojado em recintos individuais ou coletivos, de acordo com suas características biológicas. Durante o período de permanência no Centro, os animais são acompanhados individualmente quanto aos aspectos sanitários, nutricionais e comportamentais. Cada animal é analisado de acordo com sua origem, tempo de cativeiro, estado de mansidão e físico, idade, sexo e outros.

Destinação

As destinações seguem princípios básicos pré-estabelecidos, em consenso da equipe técnica, considerando-se as condições do animal em questão e seguem recomendações e legislação do IBAMA e de órgãos internacionais de combate ao tráfico de animais silvestres. Estas destinações podem ser classificadas como: devolução ao ambiente natural para repovoamentos (soltura em local onde a espécie está presente); translocação (soltura após curto período de cativeiro); atendimento a projetos de conservação da espécie (após consulta ao comitê) e encaminhamento a instituições de pesquisa ou zoológicos. Algumas espécies são mais difíceis de serem destinadas, como por exemplo, onças e animais peçonhentos. Não há áreas nativas relativamente extensas para abrigar estes animais e os fazendeiros cadastrados não permitem a soltura destas espécies.

Monitoramento 

A maioria dos animais antes de saírem do Centro são marcados de acordo com suas características físicas (anilhas, tatuagem, picote na orelha, brincos e furos na carapaça), para que seja possível o seu monitoramento. As informações referentes aos animais utilizados para repovoamentos são extremamente importantes, tendo em vista, os escassos dados sobre o assunto. O Centro, por sua vez, realiza periodicamente, vistorias nos locais para onde os animais foram encaminhados, visando coletar informações e acompanhar a adaptação dos animais soltos.

Área de Soltura De Animais Silvestres (ASAS) 

São propriedades rurais credenciadas voluntariamente por seus proprietários para a realização de solturas de animais silvestres provenientes dos Centros de Triagem de Animais Silvestres, do Centro de Reabilitação de Animais Silvestres e/ou programas de revigoramento populacional e reintrodução, autorizados pelo IMASUL.

Observação: Atividade isenta de taxa de licenciamento.

Formulários para solicitação de cadastro de propriedades como áreas de soltura de animais silvestres:

Cadastro de Área de Soltura de Animais Silvestres – ASAS

Solicitação de Vistoria de ASAS

Recursos Humanos e Físicos

A estrutura física do Centro é composta por: sede administrativa; centro de atendimento veterinário; cozinha; biotério: quarentena; recintos para aves, mamíferos e répteis; recinto para treinamento de vôo; cercados e piquetes para mamíferos de médio porte.

Sua equipe é formada por dois médicos veterinários, três biólogos e seis funcionários de apoio.

Visitas Técnicas

Com a publicação da Resolução CONAMA n° 489 de 26 de outubro de 2018, que estabelece critérios para os empreendimentos que manejam fauna em cativeiro, somente é permitida a visitação pública aos zoológicos. Para os demais empreendimentos, o qual o Centro de Reabilitação de Animais Silvestres está incluso, pode a critério do órgão ambiental autorizar visita monitorada de cunho técnico-científico. Portanto, o tipo de visitação que outrora o CRAS recebia não tinha o caráter exigido pela norma vigente, haja visto que o público alvo era a população de uma forma geral.

Diante disto, somente será possível visitas técnico-científicas previamente agendadas com a coordenação do CRAS.

Telefone: (67) 3941-0053

O PEP é um importante refúgio da vida silvestre, podemos encontrar no Parque muitas espécies de mamíferos, aves e répteis. A fauna possui alterações, evidentemente pela descaracterização da vegetação e da caça predatória que anteriormente era realizada na Reserva. De forma geral, a fauna no PEP pode ser caracterizada em dois grupos: os residentes, que são os animais que podem ser avistados o ano inteiro, se alimentam e se reproduzem na área, independente de reintrodução; e os sazonais, que são as espécies que frequentam a área de acordo com a oferta de alimentos, como as aves. (Plano de Manejo, 2022).

Mesmo com a perda da conectividade em razão do adensamento urbano, o Parque Estadual do Prosa ainda se constitui em abrigo para diversas espécies de animais silvestres.

Na UC podemos encontrar espécies de mamíferos como: anta, quati, tamanduá-bandeira, tamanduá-mirim, tatu galinha, tatu peludo, sagui-estrela, macaco-preto, bugio, lobinho, furão, cotia, veado-mateiro, veado-campeiro, capivara, paca, ouriço-cacheiro, tapiti, cuíca, gambá comum, morcego beija-flor, morcego fruteiro, dentre outros.

O Parque também abriga répteis como o teiú, jararaca, jiboia e etc., assim como várias espécies da avifauna.

O Prosa apresenta basicamente três formações vegetacionais: cerradão, mata seca e mata de galeria, com pequenas porções de ecótonos, ou áreas de transição. Nas trilhas do Parque podemos encontrar espécies arbóreas como: jatobá, copaíba, jequitibá, aroeira, louro-branco, sangra-d’água, guanandi, bacuri, pindó, angico-branco, angico-preto, jabuticaba-brava, ingá, mandiocão, dentre outros. (Plano de Manejo, 2022)

A cobertura vegetacional que representava o Parque foi amplamente descaracterizada, sendo evidente que a vegetação atual é um exemplo de mata secundária. A ação antrópica foi observada, mesmo nos ambientes de maior porte arbóreo, em avançada regeneração. A exemplo disso observa-se, nas proximidades do Centro Administrativo e do CRAS, a introdução de espécies exóticas, como mangueira, jaca e limão, resquícios da época em que a região era constituída por glebas, além da espécie invasora “Leucena” que ocorre na divisa do Prosa com o Parque das Nações Indígenas. (Plano de Manejo, 2022)

O Parque Estadual do Prosa é considerado um hotspot para observação de aves. Conforme Plano de Manejo do Parque, publicado em 2022, levantamento da avifauna atualizado até 2020 registrou 155 espécies no Parque, onde é possível ser avistadas espécies raras como o uirapuru- laranja, soldadinho, gavião pega-macaco, araçari-castanho, dentre outros, que habitam áreas de florestas.

O PEP constitui-se ainda em ampla fonte de estudos para acadêmicos e pesquisadores. As pesquisas serão realizadas somente com autorização do Imasul. Informações sobre autorização de pesquisas poderão ser solicitadas através do telefone (67) 3318-5713.

O Parque representa um dos últimos remanescentes de Cerrado dentro do perímetro urbano. Abrange espécies regionais da fauna e da flora ameaçadas de extinção.

Galeria de fotos

Contato do parque

Responsável

Parque Estadual do Prosa – PEP

Telefone

(67) 3941-0059 / Whatsapp (67) 99173-1948

Endereço

Rua Lima Félix s/n – Jardim Veraneio – CEP: 79037-109

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Cidade

Campo Grande

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